Matosinhos quer polo tecnológico na antiga refinaria da Galp. Maia também na corrida

Publicat: 2026-09-25 18:57:17 | Sursă: eco.sapo.pt
Imagine articol

Para efectuar a subscrição é necessário iniciar a sessão.

Utilizamos conexões seguras e nunca partilhamos os seus dados com terceiros.

Acesso imediato a todo o conteúdo Premium. Cancele quando quiser.

{{ calculatePrice('premiumEco') }}

por ano

por mês

A Câmara de Matosinhos quer instalar um dos vários polos do futuro PITCH – Porto Innovation and Technology Community na parcela de terreno da antiga refinaria da Galp, em Leça da Palmeira, destinada a um campus universitário. A Maia também entra na corrida e já disponibilizou um terreno para acolher um dos parques de Ciência e Tecnologia desta rede metropolitana que junta universidades, centros de investigação, empresas e municípios.

Apresentado a 9 de junho de 2026, o projeto PITCH apenas integrava o município portuense, a Universidade do Porto e a Universidade Técnica, com o objetivo de criar, até 2029, um hub de inovação e conhecimento. Esta sexta-feira o projeto ganhou escala metropolitana na reunião da Área Metropolitana do Porto (AMP). O valor do investimento — inicialmente estimado em 900 milhões de euros — não está fechado após a entrada de mais autarquias, instituições de ensino superior e entidades empresariais no projeto, explicou Pedro Duarte.

Temos uma parcela de 40 hectares destinada a um campus universitário na antiga refinaria que deve ser considerado.

Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos

Foi neste contexto que a presidente da Câmara de Matosinhos disponibilizou uma parcela de terreno na antiga refinaria da Galp, em Leça da Palmeira. A área ficou disponível após o encerramento da refinaria, anunciado pela Galp a 21 de dezembro de 2020, quando a empresa decidiu concentrar a atividade de refinação no complexo de Sines. A parcela foi cedida no âmbito de um protocolo de cooperação com a Galp, a Universidade do Porto e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), firmado em 2022. Este acordo previa igualmente a criação de um Innovation District na antiga refinaria da Galp, cuja decisão de encerramento implicou o despedimento coletivo de 114 trabalhadores.

“Matosinhos tem todo o interesse em posicionar-se neste projeto. Temos uma parcela de 40 hectares destinada a um campus universitário na antiga refinaria que deve ser considerado”, começou por sugerir a autarca Luísa Salgueiro, após a apresentação do projeto na reunião da AMP. “Temos todo o interesse em estar na liderança desta iniciativa”, que se transformará numa “alavanca do território”, assinalou.

Portugal vai gastar 60 milhões para trazer crude de França

O PITCH visa criar uma das maiores plataformas de partilha de conhecimento e inovação da Europa e de referência internacional. Será criada uma rede regional de parques de Ciência e Tecnologia (C&T), enquanto subsistema da Portus Park. O projeto arranca, contudo, com o “upgrade e ativação do Asprela Innovation District enquanto piloto e prova de conceito”.

Dada a relevância do projeto, também o presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, manifestou interesse em acolher um dos polos deste projeto num terreno de 70 hectares que adquiriu há alguns anos. Na sua intervenção, António Silva Tiago procurou convencer os seus homólogos da AMP com a dimensão económica do município e o seu peso na economia do Norte.

“A Maia é atualmente o quarto município mais exportador e o segundo maior consumidor de energia elétrica do país, e tem quase 20 mil empresas instaladas”, assinalou o autarca.

Também Gondomar já manifestou disponibilidade para participar na iniciativa, comprometendo-se a apresentar propostas posteriormente.

Para Pedro Duarte, a entrada de outros municípios no projeto é uma evolução natural de uma iniciativa que começou no Porto, mas que entretanto ganhou dimensão suficiente para ser assumida à escala metropolitana. Nesse sentido, a participação dos restantes municípios poderá, assim, dar origem à criação de diferentes polos de desenvolvimento ligados em rede, destacando a “saudável competição” entre autarquias para acolher essas estruturas.

“É importante que estes mecanismos de desenvolvimento no território também se alarguem”, afirmou, considerando que o PITCH “pode ser estratégico para a Área Metropolitana, para a região Norte” e para o país.

Não precisamos de ter o Estado a apadrinhar nem a ensinar-nos como devemos avançar.

O autarca ressalvou, contudo, que o projeto pode avançar mesmo sem investimento público. “Não precisamos de ter o Estado a apadrinhar nem a ensinar-nos como devemos avançar“, precisou Pedro Duarte. Admitiu, no entanto, que o projeto possa aproveitar o próximo Fundo da Competitividade que vai ter uma dotação à escala europeia de 400 mil milhões de euros, como o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida anunciou em junho durante a apresentação do projeto.

Neste ponto, o reitor da Universidade do Porto, Pedro Nuno Teixeira, deixou um apelo no sentido do PITCH “não ser uma iniciativa para ir buscar uns milhões ao próximo quadro comunitário”, devendo “ser assumido como um compromisso estratégico” que sairá do papel.

Pedro Duarte defendeu ainda que o PITCH deverá ter um modelo de governação metropolitano e anunciou que levará uma proposta nesse sentido à próxima reunião da AMP. “É preciso começar a construir em cima disto a bem da região e do país”, acrescentou.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

⛽Governo reduz desconto do ISP na gasolina e no gasóleo

Governo avança com projeto-piloto para controlo de javalis

IL diz que Governo tem obrigação moral de descer ISP

Arrow quer ativos do Castro Marim Golfe & Country Club

Centeno recusa comparação com Passos. “É despropositada”

AP Institute e a Universidade Austral lançam programa

Quinze anos após troika, rating de Portugal sobe

IL pressiona Governo a cumprir recomendação para reduzir ISP

Santa Margarida recebe mais de 70 entidades para testes

Stella e a música do Pingo Doce dominam pesquisas da Google

Empresa da família Azevedo ‘rola’ 90 milhões nos pneus

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião

"Benchmark" da dívida de Portugal foi arrastado pelo sell-off no mercado de obrigações global, com a taxa a 10 anos a rondar a barreira dos 4%. Decisões monetárias e dívida pública vão ditar evolução.

Receba gratuitamente informação económica de referência