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O "stock" de empréstimos para a habitação continua a acelerar em Portugal e ascendeu a 119,1 mil milhões de euros em agosto, um crescimento de 11,2% face ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados disponibilizados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal. É a maior taxa de crescimento em mais de duas décadas, apenas superada pelo valor registado em fevereiro de 2003 (11,3%).
Por sua vez, o montante de empréstimos ao consumo e outros fins também acelerou no mês passado, aumentando 334 milhões para um total de 35,8 mil milhões de euros. O valor corresponde a uma taxa de variação anual de 9,8%, com o crédito no segmento de consumo a atingir o maior crescimento desde fevereiro de 2020 e os empréstimos para outros fins a tocarem na taxa mais elevada desde abril de 2008.
"Os empréstimos às microempresas, pequenas empresas e grandes empresas desaceleraram, atingindo taxas de variação anual de 11,8%, 6,5% e 0,2%, respetivamente (12,5%, 7,4% e 0,8% em julho). Pelo contrário, nos empréstimos às médias empresas, a taxa de variação anual subiu, de 2,5% em julho para 2,8% em agosto", lê-se no a nota de informação estatística publicada pelo supervisor.
A desaceleração no crescimento do crédito foi transversal a quase todos os setores de atividade. Enquanto a construção e atividades imobiliárias viram a taxa de variação cair de 12% para 11,2% em agosto, o comércio e alojamento ficaram-se, respetivamente, pelos 5,6% e 5% - quando no mês anterior tinham observado um crescimento de 6,7% e 5,3%. Já o setor das indústrias e eletricidade viu o "stock" de empréstimos desacelerar de 2,3% para 1,5%.
Só o setor dos transportes e armazenagem registou uma taxa de variação positiva de 0,1% - a primeira vez que isto acontece desde novembro de 2021.
O BdP explica que "esta descida refletiu essencialmente uma diminuição de 2.252 milhões de euros nas responsabilidades à vista (maioritariamente depósitos à ordem)". Já os depósitos a prazo registaram uma redução de 347 milhões de euros.
Em contraciclo, o "stock" de depósitos das empresas nos bancos atingiu 81,4 mil milhões de euros no final de agosto, ou seja, mais 2.863 milhões do que no final do mês anterior. A taxa de variação anual ficou inalterada nos 11,5%.
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