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Estão apresentados os resultados da agenda mobilizadora NGS – New Generation Storage, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O projeto de 168,14 milhões de euros, que pretendia reforçar a cadeia de valor das baterias e do armazenamento de energia em Portugal e que foi liderado pelo Grupo DST, resultou na criação de 21 Produtos, Processos e Serviços (PPS) e na criação de três novas unidades de produção, com Portugal a acolher a única fábrica de reciclagem de baterias de lítio da Europa Ocidental. “As baterias deixam de ser um lixo para passar a ser um ativo”, sintetiza José Teixeira, CEO da DST.
“O PRR gerou uma coisa física, criou uma coisa de valor acrescentado altíssimo”, destaca o CEO da DST, na apresentação dos resultados da agenda liderada pelo grupo bracarense, numa sessão que decorre esta sexta-feira na sede do grupo, em Braga. José Teixeira destaca que o projeto resultou na “única fábrica Europa Ocidental para este exercício de desmontar baterias e torná-las numa massa negra e retirar minerais que vão para outras baterias”.
A B. Again, do grupo DST, é a única fábrica de reciclagem de baterias de lítio na Península Ibérica, posicionando-se numa área crítica a nível europeu, que tem como objetivo dar segunda vida às baterias em fim de vida. “São processos para dar nova vida à vida que os materiais já tiveram. As baterias deixam de ser um lixo, para passar a ser um ativo”, explica José Teixeira.
[A agenda criou] a única fábrica Europa Ocidental para este exercício de desmontar baterias e torná-las numa massa negra e retirar minerais que vão para outras baterias. São processos para dar nova vida à vida que os materiais já tiveram. As baterias deixam de ser um lixo, para passar a ser um ativo.
“É um projeto absolutamente crítico para Portugal e para a UE“, reconhece Nuno Gonçalves, vice-presidente do IAPMEI. Para o responsável, Portugal “de ter empresas a produzir com valor acrescentado e só há valor acrescentado quando há inovação nos produtos” e as agendas do PRR “produziram excelentes resultados, na lógica de marcar golo“.
Nuno Gonçalves lembra que “há um problema em Portugal que é a baixa dimensão média das empresas portuguesa. Não permite escala suficiente para investimento, ter parceiros necessários para investimento, não permite internacionalização”. Um problema que as agendas mobilizadoras ajudaram a amenizar. “Todas estão unidas na geração de valor”.
A agenda NGS mobilizou 168,14 milhões de euros de investimento elegível e juntou 48 empresas e entidades científicas na criação de novas capacidades tecnológicas e industriais para a cadeia de valor das baterias e do armazenamento de energia em Portugal.
O projeto resultou na criação de 21 Produtos, Processos e Serviços, entre processos concluídos, novos serviços já disponíveis, pilotos e protótipos, abrangendo diferentes etapas da cadeia de valor, que vão desde a refinação e valorização de matérias-primas, até à segunda vida e reciclagem. Foram ainda criadas cinco linhas piloto pré-industriais e três linhas industriais.
Esta parceria “permitiu criar, reforçar, desenvolver uma indústria praticamente inexistente em Portugal e criar um ecossistema”, destaca Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR.
Numa mensagem para o IAPMEI, Dominguinhos deixou um desafio à entidade. “Façam uma reflexão futura sobre os resultados das agendas”, disse, destacando que estes projetos “podem potenciar novos produtos. Não percamos o momentum que está criado neste momento.”
“As pessoas respondem a estímulos e o estímulo das agendas é que foi para o mercado”, acrescentou.
Dominguinhos deixou ainda outro apelo: “É importante pegar no dinheiro que vai sobrar — estou convencido de que vai sobrar algum dinheiro das agendas mobilizadoras — e pegar naqueles produtos quase a ir para o mercado e apoiá-los para ir para o mercado.”
Também José Teixeira destacou que é importante dar continuidade ao que foi alcançado com estas parcerias que juntaram empresas e entidades científicas. “Prefiro dizer que chamamos a uma determinada estação e vamos partir para outra e para outra. É um novo começo. Fábricas estão aí, trabalhadores a trabalhar”.
“Temos esta fábrica e a seguir a próxima. É encerrar uma estação para partir para outra estação, mais linda que esta“, rematou.
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