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O Papa Leão XIV disse esta sexta-feira aos jornalistas que a sua cobertura jornalística é sempre bem-vinda, em resposta à tentativa da administração Trump de impedir a entrada dos meios de comunicação norte-americanos na Casa Branca.
Reafirmando a importância dos jornalistas na cobertura de figuras públicas, Leão XIV garantiu que os media terão sempre lugar no seu avião, na sequência de uma questão de um dos jornalistas que viajavam com o Papa para França para uma visita de quatro dias.
"Estou muito feliz por aqui serem todos bem-vindos", sublinhou, referindo que "uma boa cobertura [jornalística] é muito importante".
Na sexta-feira passada, o Presidente norte-americano, Donald Trump, proibiu o acesso à Casa Branca à CNN, MSNOW (ex-MSNBC) e Politico, e ameaçou fazer o mesmo a outros que divulguem "notícias falsas". O afastamento dos três órgãos de comunicação foi "resultado das suas constantes 'reportagens' de 'fake news'", justificou Trump.
A CNN e o Politico contestaram a legalidade da decisão e decidiram avançar com uma ação judicial por violação da liberdade de expressão, o que levou Trump a acusá-los de serem "uma ameaça à segurança nacional". Outros meios de comunicação social, como as televisões CBS, NBC, ABC e até a Fox (frequentemente descrita como pró-Trump) solidarizaram-se e decidiram deixar de cobrir as atividades do Presidente.
A tensão entre a imprensa e administração Trump está cada vez maior, com CNN e MS NOW a acusarem hoje a Casa Branca de lhes negar acesso à chegada do chefe de Estado chinês, Xi Jinping, na noite de quinta-feira, para um jantar com Donald Trump.
O Papa Leão XIV aterrou esta manhã no aeroporto de Orly, em Paris, para iniciar a sua visita a França e à UNESCO, que o levará também ao santuário mariano de Lourdes e à cidade de Metz.
A primeira visita do Papa Leão XIV a França gerou grande entusiasmo no país, estando marcados dois acontecimentos principais: o encontro com os jovens no Stade de France, que deverá atrair 80 mil pessoas, e a missa que celebrará no sábado na Place de la Concorde, para a qual se inscreveram mais de 600 mil fiéis e que deverá encher os Campos Elísios e várias avenidas adjacentes.
Papa defende liberdade de imprensa e diz aos jornalistas que "são todos bem-vindos"